Associação Livre
Arquivo para a Categoria: Pessoal
Momento musical
As melhores baladas EVER:
1. Rui da Silva – Touch me
http://www.youtube.com/watch?v=eaNc0PrSsoY
(essa além de boa é sexy pra caralhoOO e dá muuuita vontade de sair de balada)
2. Yanou – On and on
http://www.youtube.com/watch?v=GllUHVz9Ta4
(essa foi a música da minha vida por uns tres anos, mas agora continua sendo muito boa de escutar, e dá vontade de dançar muuuuito)
3. ATB – Extasy
http://www.youtube.com/watch?v=f5XwSfE2lhE
4. Kosheen – Catch
http://www.youtube.com/watch?v=02exfOzdQOI
(essa música até hoje me dá muito animo e energia quando to cansada)
5. Angel Moon – He´s All I want
http://www.youtube.com/watch?v=GoANJie1sVY
(essa deu trabalho pra achar, pq é velhinha mas é FOFAAAA)
6. Kriss Greko – Surrender
(eu simplesmente AMO essa música, e não achei ela em lugar nenhum, nem no youtube, nem no lastm, é o FIM DA PICADA. Alguém acha por favor?)
7. Sono – Keep Control
http://www.youtube.com/watch?v=6VlSZhD71q8&feature=related
(essa é pra escutar depois de usar algum tipo de droga, ou ter bebido, pq a musica parece que pôe vc em transe…)
8. The Horrorist – One night in NYC
http://www.youtube.com/watch?v=oVgjC5Gw8y0
(essa é pra escutar indo pra balada, a letra é malucaaaaaaa)
9. Tamia – Stranger in the house
http://www.youtube.com/watch?v=7hWdpOh9qxY
(musica que marcou pra mim minhas primeiras baladas gay)
Agora preciso de boas baladas novas!!!!!!! Quero indicações!!!!!
Narciso
Quando comecei a escrever esse blog, eu queria um espaço pra escrever minhas maluquices, minhas divagações. As vezes fico pensando o quanto isso é narcisista, como se existessem pessoas que quisessem ler as MINHAS divagações, como se elas pudessem servir pra alguma coisa na vida de alguém, afinal que sou eu pra servir de exemplo de alguma coisa pra alguém.
Dai eu vejo por ai muitos blogs sensacionais, que discutem questões maravilhosas como politicas, sociais, ou mesmo de entretenimento como musica, cinema, etc. Essas pessoas sim tem o que acrescentar ao mundo da internet, penso eu. São os tipos de texto que você ler e quer comentar, quer discutir, quer refletir junto.
Mas, sabe, meu blog não tem somente a pretenção egóica não. Primeiro porque minha formação é psicanálítica, ou seja, eu de fato acredito que é falando sobre nada que se fala sobre tudo. É dizendo de si que se pode dizer do outro. E é nessa interação que as pessoas podem encontrar também mais de si mesmas. Muitas vezes, lendo as divagações e reflexões de outros, a gente se acha também, percebemos com as nossas questões mais intimas tem muito em comum com as questões dos outros, e como muitas vezes aumentamos demais uma coisa que é pequenininha.
Meu intuíto, além de escrever minha pequenas tolices, também é aquele esperança de todo psicanalista, de tocar alguém com o que digo, nem que seja um em um milhao. E como todo psicanalista, nunca vou saber se consegui, mas só de saber que posso tentar,e que isso também é bom pra mim, e pode ser bom pra alguém, eu continuo.
Metro – Parte II
Na ida ela sentiu um enjoozinho bem fraco. Mas o metrô tava meio vazio, então ainda ventilava bastante e tinha bastante espaço livre. Na volta é que foi o problema. Começou com o aumento do enjôo. Ai começou uma tontura, dor de cabeço, ouvidos queimando. Ai veio a fraqueza, a pressão baixou. E ai veio o desespero de querer sair logo dali. Mas ela é controlada, entao ficava contando quantas estações faltava pra chegar a dela. Mas o metro estava cheio, faltava ar, e espaço livre.
Ainda bem que não demorou muito. Foi só sair e receber um pouco daquele ar gelado no rosto que as coisas ja começaram a melhorar.
Acho que ela anda com um pouco de fobia de muita gente desconhecida junta e apertada… vai saber.
Metro – Parte 1
Ela tinha uns dezessete anos no máximo. Estava esperando alguém chegar. Quando ele chegou, foi fácil perceber, porque ela abriu um sorriso que mais parecia um abraço. Eles se abraçaram ali mesmo, com a catraca no meio. E se beijaram, e continuaram abraçados conversando.
Depois de alguns minutos, ela decidiu que era hora de pegar o bilhete na mochila, e passar a catraca. E os dois, ainda abraçados, entraram no metro. Os dois com aquele rosto que só gente apaixonada tem.
Pouco sobre nada
Tenho saudades do que nunca existiu.
Gostaria de ter o que ainda não foi inventado e provavelmente nem será.
Sinto que os dias passam como se eu estivesse sentada em frente ao relógio, vendo a hora passar de forma acelerada.
O que fazer quando as coisas perdem a magia?
A gente passa a vida tentando se reinventar, tentando achar em alguma outra coisa nova aquilo que se perdeu em nós mesmos. Por que existir se torna tão dificil? Ser nós mesmos parece a coisa mais dificil que já nos pediram pra fazer. Afinal, que somos nós? Pra onde vamos, o que queremos?
A única certeza é que não temos certeza de nada, nada é absoluto. E essa é a pior certeza pra se ter, porque parece que tudo se esfarela nas mãos.
A vida se resume a ver tv, cuidar da casa, cuidar do dinheiro, trabalhar, viajar de vez em quando, encontrar uns amigos, lembrar que ainda está viva, dormir, acordar e começar tudo de novo.
Pra ser feliz, todo mundo precisa ser um pouco triste.
O mundo
O mundo é feito de outros mil pequenos mundos que não conhecemos.
O mundo dos famosos é um mundo que todos gostariamos de fazer parte, mas por que?
Por que a ansiedade em ser reconhecido nas ruas? De ser em reconhecido em qualquer coisa?
Por que buscamos alguém para autenticar nossas experieências e nossos sonhos?
Se conseguimos algo sem que outro autentique, o valor da conquista é menor?
Só somos alguém porque existe outro para nos ver, porque precisam existir outros para reconhecer que estamos vivos e existimos também. Isso é relacionar-se, o que mostra mais uma vez que estou certa quando digo que não existiria ser humano sem os relacionamentos. Não existiria Adão sem Eva. As pessoas não são ilhas. Morreriam se fossem, ou ficariam loucas, ou ainda deixariam de ter as características prórpias do ser humano, e passariam a se comportar como qualquer outro animal.
Somos todos cúmplices da vida alheia.
Parto 01
A essa hora, nove anos atrás eu estava cansada, suada, descabelada e meio assustada também, mais em estado de choque acho. Gabriel nasceu as 00:27. E eu como mãe nasci ali também. Eu como adulta nasci ali também. Parabéns pra nós dois
Hero
Eu não sei voar
Isso é ilusão
Ninguém pode andar
Com os pés fora do chão
Histórinha
Não é só a catátrofe que une as pessoas, como dizem. Pelo menos é nisso que tenho pensado. A vontade e esperança de ser feliz também une muito as pessoas. É por acreditar nisso que as pessoas se relacionam, after all. As pessoas se unes também para se eternizarem, para nunca morrer. Sempre existirão na memória de alguém.
Por isso que acredito nos relacionamentos. Porque se relacionar é uma necessidade humano, é o que nos faz sentir vivos. É o que nos mostra que nçao nascemos só para morrer um dia. Pra mostrar que não somos meros passantes pela vida. Que podemos fazer diferença pra alguém, para um outro, nem que seja por apenas um minuto.
Não somos uma ilha.
Analise
Bom, ela vivia se questionando, querendo saber que raios de instinto de errância era esse. Porque, no fundo, ela detestava mudança. Detestava ter que começar tudo do começo. Então porque algo dentro dela insistia em zerar os ponteiros de tempos em tempos?
Só que as respostas pra essa pergunta eram muitas. Provavelmente um conjunto gigantesco de motivos.
Talvez porque era dificil ter perspectiva do futuro. Talvez porque era dificil lidar com as dificuldades naturais da vida. Ou porque era dificil lidar com a realidade como ela é, e não romantizada como geralmente é no começo de qualquer coisa. Ou talvez porque era mais facil o novo do que reiventar o que ja existia, se reiventar de tempos em tempos. Ou talvez porque ficou marcada pela historia dos pais, que não deu certo e assim achava que a sua também não podia dar. Enfim, milhares de motivos inconscientes unidos deviam fazer o instinto permanecer por tantos anos e se tornar tão dificil de extinguir.
Ser humano, tão complexo. Só aqueles que sabem o quanto são complexos é que realmente se conhecem pelo menos um pouquinho….. Mas quem é feliz? Os que buscam se conhecer, e sempre sofrem um pouco, ou os que vivem na sua feliz ignorância? Dificil responder…