Associação Livre
Arquivo para a Categoria: Pessoal
Nú
Você deve se perguntar porque raios uma foto minha quase pelada? Tá maluca? Postar foto quase pelada na internet, todo mundo pode ver!!!
Pois é, mas os textos que escrevo aqui são muito mais intimos do que minha nudez. Então as fotos tem um sentido. Mostrar que esse espaço eu escrevo como vim ao mundo, nua, livre de qualquer coisa que não me permita ser que eu sou. Sem roupa, sem máscara, só eu, puramente eu.
Tava relendo uns textos meus daqui, e vi que tem bastante erro de português, sorry galera. Não vou corrigir porque tenho preguiça. Alias nunca releio o que escrevo, por isso sai com tanto erro de digitação, e também de concordância, plural, etc. Porque geralmente vou escrevendo conforme os pensamentos vem na cabeça, e vocês sabem como o pensamento da gente é muito rápido, mais rapido do que a digitação…. Anyway, sorry pelos erros, mas vou continuar sendo assim, acho que se eu parar pra reler tudo que escrevo, não vou postar metade…. hahahaah.
Aha
Você já se perguntou qual foi a última vez que tomou banho de chuva? Ou quando foi a última vez que saiu de casa sem destino, apenas dirigindo pra onde seu coração te levasse?
Você ja saiu ao encontro de si mesmo? Não?
Você se lembra qual foi a última vez que riu de doer a barriga? Se lembra ha quanto tempo não encontra seus amigos?
E a última vez que você rolou na grama, você se lembra?
Se lembra qal foi a útima vez que foi completamente sincero com uma pessoa? Quando não precisou usar meias palavras ou ficar em silêncio?
Quando fez sexo sem se preocupar com a beleza do seu corpo ou com o quando estava sendo sexual para o outro?
Quando tomou sorvete tão rápido que gelou o cérebro, você se lembra?
Alguma vez você cantou alto na rua enquanto escutava no seu mp3 uma música muito boa?
Você é do tipo que se joga ou calcula a hora certa de se jogar? Ou nunca se joga?
Nonsense… Tell me a secret.
M
Como seres humanos, nossa tendência é romantizar o passado. Uma qualidade (ou não) que temos é a habilidade de perdoar, e de esquecer as coisas ruins e os sentimentos ruins que passamos. Consequencia disso é um certo romantismo de nossas memórias.Primordialmente isso acontece em relaçao a nossa infância. O que lembramos não é o que aconteceu em 99% das situações. Mas não é sá na infância que isso ocorre, perdura pela vida. Se hoje pararmos pra pensar em algo que aconteceu ha, por exemplo, tres, quatro, cinco anos, já teremos uma memória romantizada, fragmentada. Só lembraremos o que nos foi mais marcante, conveniente. Se pegarmos tres pessoas que passaram por uma mesmo situação, no mesmo momento, e pergutarmos as tres o que lembram, as respostas serão muito diferentes umas das outras.
Não consigo determinar se isso é bom ou ruim, porque pode ser tanto um quanto outro. Não é determinável. Mas é causa de grandes depressões, insatisfações e também de grandes amores nunca vividos, nunca resolvidos.
Somos romanticos até quando não somos. Fazemos da nossa propria vida um romance cheio de clichês. Mas o que importa, no final de tudo? Pra cada um, uma coisa diferente….
The long road to…
Tem coisas que são feitas pra nos divertir. Ainda bem. Porque as que nos deixam tristes não foram feitas pra isso, mas comoo tem o poder de conseguir seu objetivo.
…
De três em três minutos, mais ou menos, o metro passa aqui perto de casa. Ele não para de passar. Começa quando ainda está escuro. Vou dormir e ele ainda está passando.
…
Quem me chamou?
Quem vai querer
Voltar pro ninho
Redescobrir seu lugar…
Prá retornar
E enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar…
Você verá que é mesmo assim
Que a história não tem fim
Continua sempre que você
Responde “sim”
A sua imaginação
A arte de sorrir
Cada vez que o mundo
Diz “não”…
Você verá
Que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver…
Não esquecer
Ninguém é o centro do universo
Assim é maior o prazer..
Você verá que é mesmo assim
Que a história não tem fim
Continua sempre que você
Responde “sim”
A sua imaginação
A arte de sorrir
Cada vez que o mundo
Diz “não”…
E eu desejo amar
A todos que eu cruzar
Pelo meu caminho
Como eu sou feliz
Eu quero ver feliz
Quem andar comigo…Vem!
Agora é brincar de viver!
Agora é brincar de viver!…
I believe the children are not the future
Moda, moda, moda, arg. Não dá nem tempo de curtir o presente, já vem algo novo. As pessoas, com isso, só aprendem a enjoar rápido das coisas, não sabem aproveitar. Qual será o futuro das crianças desse momento? É tudo tão frívolo, fútil.
dot
Realmente tem coisas na vida que a gente só entende depois que amadurece. Em alguns casos só com análise mesmo. Ou seja, tem gente que não entende nunca.
Corpo
O olhar que se olha a pessoa perfeita é um olhar raro.
Esse olhar te vê com o corpo lindo que você tem, em cada detalhe.
Esse olhar passa minutos percorrendo cada detalhe único do seu corpo nú, maravilhado.
Cada coisa é perfeita no conjunto de quem você é.
Toda mulher, ao menos uma vez na vida deve sentir esse olhar para si, e nunca mais esquecerá
A sensação de ser vista para além de seus defeitos.
Percepções
Ao longo da vida nós fazemos escolhas, e essas escolhas nos marcam como sujeitos. Pois é. Todas as escolhas nos marcam. Desde o momento que você acorda e decide por exemplo tomar leite, e não café, até aquele momento no trânsito que você decide deixar alguem entrar na sua frente ou nao, e também outro momentos no qual você decide entrar num site pornográfico ou não. O fato é que todas as escolhas nos marcam como sujeitos. Todas elas vão dizendo, ao longo do tempo, quem somos, o que gostamos, o que não gostamos, o que fazemos quando estamos felizes, o que fazemos quando estamos triste, e o que fazemos quando ficamos sozinhos entre quatro paredes.
Entre quatro paredes a gente chega a pensar que ninguém pode saber o que a gente faz. Ou mesmo o que a gente pensa. Mas é ai que nos enganamos. Porque, sem querer, escapam coisas que não percebmos e que dizem desses momentos que achamos que podiamos esconder do mundo (e talvez de nós mesmos): os sonhos que contamos aos nossos amigos, sem saber o que estamos contando; os lapsos de memória em uma conversa; os tipos de filmes que gostamos de assitir; as brincadeiras e piadas que contamos e fazemos; o que deixamos de falar em determinadas dicussões; o ciumes fora de hora; a distância que tomamos de pessoas queridas, e a aproximação que fazemos de estranhos; whatever, tudo fala de quem somos e pra onde vamos.
A verdade é que ninguem fica reparando nisso o tempo todo. Ninguém fica fazendo analise do discurso 24/7. Isso, além de ser cansativo, não é natural do ser humano. Mas o fato é que algumas coisas são gritantes, parece que estão ali para ser vistas, escutadas, notadas. E a gente simplesmente nota.
O que se faz disso? Well, muita coisa. São os vários tipos de relacionamentos que as pessoas fazem ao longo da vida. Aprendemos a nos relacionar com as pessoas, de diferentes formas, e aprendemos a fazer ou não alguma coisa do que notamos. Bom, algumas pessoas não notam nada, preferem não desenvolver tal habilidade para não ter que lidar com as consequencias e decisões que tem que tomar quando as tem.
Eu, por mim? Noto sim, é verdade. Por vezes noto mais do que gostaria. Mas, na maior parte do tempo finjo que não. Esse é talvez a maior dificuldade mas também a maior virtude que posso desenvolver: deixar que cada um dê conta de si mesmo, mesmo notando tudo que noto.
Thinking
Outro dia estava passando na TV, de novo, Vanila Sky. E de novo eu não consigo não ver. Este, e Brilho Eterno de uma mente sem lembranças são filmes que capturam minha atenção. Tenhos os dois, mas se vejo passando na tv, não consigo não ver. Por que? É impressionante a tentativa do ser humano em não ter que dar conta de suas feridas narcisicas. Primeiro a gente tenta inventar um SuperHomem, alguém que não morre, e ainda por cima é capaz de salvar todo mundo. O sonho de todo ser humano. Mas ele não faria tanto sucesso se não se parecesse de fato com um ser humano, então para isso ele tem uma fraqueza. E é exatamente essa fraqueza que o aproxima tanto de nós. Passada a fase super-héroi, começamos a tentar inventar máquinas ou coisas que nos permitisse viver a vida do jeito que gostaríamos que ela fosse, sem coisas ruins. E é ai que entram os dois filmes. Que maravilha seria, ao ter um problema, você simplesmente se congelar, e assim poder sonhar o sonho mais perfeito pra sempre. Mas vamos analisar de perto essa situação. Quando a gente tem um problema, a probabilidade de sermos responsaveis pela existencia dele é quase de cem por cento. Então o pior não é você ter o problema, mas você ter que admitir que você o tem porque você mesmo o causou. Então, o que as pessoas fazem? Culpam o mundo, culpam qualquer coisa, menos elas mesmas. Uma vez que o problema já existe, é muito dificil lidar com ele, então não é mais facil criar uma realidade paralela onde você não precisa pensar nem lidar com o problema? Você simplesmente se congela, e escolhe exatamente o que quer viver,e assim ser feliz pra sempre. Mas, não se esqueçam, somos seres humanos. E por mais que não entedemos nossa cabeça, ela funciona além dos nossos desejos! Então você está lá, vivendo essa realidade paralela, mas algo dá errado. Algo vem pra te mostrar que aquilo também não é perfeito como você gostaria. Algo vem te mostrar que mesmo os nossos desejos mais profundos também podem ser horriveis de ser vividos. O que me lembra do segundo filme. O ser humano não gosta de sofrer, mais o sofrimento é inerente a nossa evolução. É por sermos capazes de, frente a um sofrimento, aprender seguir adiante, que evoluimos. Somos capazes de olhar para trás, enxergar nossos erros, aprender com eles, e poder viver o futuro de uma maneira melhor. Mas imagine se realmente inventassem uma maquina que apaga memorias? Que absurdo! Bom, você não teria que lidar com a dor de uma separação, com as frustrações da vida, como o fato de que nem todo mundo gosta de você como você gostaria, mas, o que seriamos capazes de aprender com isso? Seriamos eternamente errantes. Repetiriamos sempre os mesmos erros e assim sofreriamos sempre. Seriamos escravos de uma máquina, e de nós mesmos, de nossos erros. Então, quando vejo esses filmes, não consigo não assisti-los, e por que? Porque ainda é impresssionante como eles remetem a nossa vida real, na qual desejamos e pesquisamos ferozmente pra que essas engenhocas existam, e o perigo de que um dia elas possam existir me assusta um pouco. Será que não vale a pena sofrer, mas ser capaz de lembrar também todas as coisas boas da vida? Será que não vale a pena ter problemas exatamente porque somos capazes de resolve-los e ficarmos extremamente contentes com o rumo que toma a nossa vida quando somos nós quem decidimos o que quereremos do futuro? Será que o ser humano prefere ser objeto de sua vida, e não sujeito? E o preço que se paga? O triste e olhar para tudo isso e perceber que, como ainda não temos essas máquinas, temos outras coisas que nos afatam de nós mesmos e da vida. A internet, os remedios, os vicios, enfim, muitas coisas que nós mesmos inventamos para criar nossas realidades paralelas. E enquanto nos afastamos da vida, outros assumem nossos lugares e tomam decisões malucas pelo mundo e pa sociedade, e ai a gente vive essa caos que vivemos. E ai achamos mais um motivo pra continuar na nossa realidade paralela, afinal, o mundo está um caos. É um ciclo vicioso, e o ser humano nunca se implica nisso. Nossos atos sempre tem consequencias, inclusive quando a gente se retira para o nosso mundinho. Como dispertar a vontade de viver nessa multidão de pessoas que vivem suas realidades paralelas? Como mostrar que viver vale a pena, sofrer também vale a pena, e ser sujeito da sua propria vida pode ser muito gratificante? É a metáfora do sapo, ele sai e vê que o mundo é lindo, mas como voltar e convencer o outro que não quer sair? Temos esse direito? Ou mais, esse é nosso dever? Então, para celebrar o quanto é bom viver, recomendo o filme (que ainda não sei o nome em Português) Scenes of a sexual nature. É um filme que celebra as pequenas coisas da vida, os pequenos momentos, as brigas, os desencontros, os encontros, as escolhas que fazemos, enfim, um pouco de tudo. Recomendo também Stranger than fiction que mostra como é possivel nos tornarmos sujeito de nossas vidas mesmo quando já parece tarde, e como isso pode ser gratificante!
Palhaços
Detesto palhaços. Ele te fazem sorrir a toa. Eles te fazem sorrir quando você não está a fim. Eles te fazem sorrir e esquecer do que é importante pra vida, que não é aquela esperança bobinha, e sim o fato de que a vida é dura sim e você tem que lutar, e que na maior parte do tempo você não irá sorrir. Não, você não passa a maior parte da vida sorrindo.