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O destino está escrito?

Por Aline Sieiro em 01/09/2009 20:13

O destino é um dos temas centrais do filme Slumdog Millionaire. Nele, desenvolve-se a idéia de que estamos marcados por um destino, que guia nos ações baseado em um futuro que já está escrito, predestinado. Tudo que “escolhemos” fazer, na verdade não seriam escolhas, seriam, na verdade, seguir o caminho do destino que está traçado para nós.

Em Lost, na última temporada que foi ao ar, fica a grande questão: será possível mudar o futuro, ou tudo que os personagens decidem fazer de formas diferentes, na verdade seria fazer exatamente o que está previsto?

No dia-a-dia na clínica, somos apresentados a questão do destino diversas vezes: será que os sujeitos que recebemos no consultório estão destinados a ser sempre errantes, sempre prisioneiros de seus sintomas, ou podem mudar? Existe mudança, ou estamos trilhando um caminho já marcado, traçado pelas nossas decisões e experiências passadas?

Quanto mais abordamos a questão do destino, menos respostas temos, mas temos muitas perguntas. E isso é bom, ter perguntas mostra que estamos caminhando. Mas uma questão muito defendida pela psicanálise é que somos sujeitos de nossa vida. Isso quer dizer que somos capazes de decidir o que fazer de nossa vida e de nós mesmos. Dessa forma, não existiria um futuro já traçado e pré-definido, e mesmo se aparentemente houvesse, nós poderíamos mudá-lo sempre que acharmos necessário. A verdade é que, na prática, as coisas acabam não funcionando desse jeito. Mas, na maioria das vezes não é por causa de um destino, e sim porque é muito difícil mudar. É mais fácil acreditar que nossa vida toma um rumo porque está escrito, do que admitir que tomamos uma decisão que foi errônea, e não tivemos coragem de mudar.

Perceber que estamos caminhando em direção a uma vida que não nos agrada  e mudar não é nada simples. Pede uma reestruturação interna grande, pede uma avaliação de nossos desejos, de quem somos, para onde vamos e o que queremos. Pede uma apropriação da vida, onde somos os únicos culpados pelos erros que cometemos e continuamos cometendo. E vamos dizer que esse é um peso que nem todo mundo gosta de carregar nas costas.

Claro que a gente pode dizer que tudo está traçado, e que a vida dá “sinais” disso o tempo todo. Podemos acreditar que tudo está nas mão de Deus, que os erros são culpa de nossos pais, ou da falta deles, enfim, motivos para justificar uma vida que caminha aparentemente por si só, temos muitos. Mas, e se exercitássemos a responsabilização? Se todo dia, a cada escolha, a cada erro, e a cada vitória, pensássemos qual a nossa responsabilidade em tudo isso, e o que estamos fazendo para que as coisas continuem exatamente da mesma forma, ou com mudanças? Será que somos escravos de um destino, de uma vida onde não somos sujeitos ativos, no qual podemos ser donos de nossas escolhas? Será mesmo?

Web Therapy

Por Aline Sieiro em 06/07/2009 23:26

Com tantas séries abordando as diversas terapias que existem pelo mundo da psicologia, Web Therapy me chamou atenção pelo humor. Com Lisa Kudrow (Friends), e já com a primeira temporada completa, a série fala de uma terapia nada convencional, de apenas 3 minutos, online. E o melhor, é de graça e podemos assistir online.

 

http://www.lstudio.com/

 

081010_webtherapy

In treatment

Por Aline Sieiro em 05/06/2008 16:17

Sim, eu adoro essa série. Mas pra quem já assistiu até o final, é possível usa-lá para mostrar aos estudantes de Psicologia o que NÃO fazer. Achei hoje um Podcast, em Inglês, de uma discussão bem legal sobre a séries. Vale a pena escutar.

http://www.shrinkrapradio.com/2008/03/28/145-a-psychoanalysts-view-of-hbos-in-treatment/#comments

Seriado

Por Aline Sieiro em 30/05/2008 20:55

O que vocês andam assistindo? Eu,como sempre, assitindo tudo, ou quase tudo que estréia, e depois eliminando o que eu não gosto. Quem tiver perfil no Orangotag.com pode ver lá o quanto eu ja assisti e deixei de assistir e o que ando assistindo. Até por falta de tempo, hoje eu priorizo só o que eu eralmente gosto de assistir. Muitas sérias são famosas, as pessoas adoram, mas simplesmente não fazem meu estilo, ou eu não consigo entender o porque de tanto alvoroço. Em grande parte elas falam mais do mesmo, e por isso logo deixo de lado. Ou são muito bobas, ou não me interesso pelo tema, enfim, muitos “ous”.

Mas hoje vou mostrar aqui as séries que eu assisto sem perder um episódio, essas eu acompanho fervorosamente. Vou colocar em ordem das que eu mais gosto até as que eu gosto menos. Estou dizendo isso porque estamos em época de finais de temporadas, e inicio de muitas novas séries de Mid-Season muitas que serão canceladas, algumas renovadas e passadas pra temporada importante. De todas que estreiam, minha única aposta, entre tanta estréia, é a nova série do JJ Abrams, e só porque é dele, porque tudo que o cara coloca a mão fica interessante.

E vocês, o que assistem e quais são as novas apostas?

Meu perfil do Orangotag diz:

Aline assiste a 18 séries, (provavelmente não dorme), 3078 episódios vistos!

Assiste a

Two and a Half Men, Prison Break, Rules of Engagement, Medium, Dexter, Big Love, Californication, Lost, Smallville, Grey’s Anatomy, Desperate Housewives, Brothers & Sisters, American Idol, Skins, Tell Me You Love Me, The Tudors, Private Practice e In Treatment

Já assistiu a

The Return of Jezebel James, Unhitched, Samantha Who?, Chuck, Everybody Hates Chris, Pushing Daisies, Heroes, Gossip Girl, The 4400, Hidden Palms, Veronica Mars, Gilmore Girls, Life on Mars, Rome, The O.C., Big Day, The Nine, The Class, Rock Star, Windfall, Everwood, Alias, Cold Case, ER (1994), Invasion, Ghost Whisperer, The Bedford Diaries, Related, Reunion, Without a Trace, Joey, Jack & Bobby, The West Wing, Dr. Vegas, Friends, The L Word, Just Shoot Me!, Dawson’s Creek, Fastlane, Queer as Folk (US), Off Centre, Felicity, Six Feet Under, La Femme Nikita, Time of Your Life, Popular, Beverly Hills, 90210, Party of Five e Jericho

 

As preferidas ainda na ativa:

1. Skins

2. Tell me you love me

3. In treatment

4. Dexter

5. Californication

6. Greys Anatomy

7. Brothers and Sisters

8. Lost

9. The tudors

10. Two and a half men

11. Big love

12. Desperate Housewives

13. Medium

14. Smallville

15. American Idol

16. Rules of Engagement

17. Private Practice

18. Prison Break

 

As preferidas que já morreram:

1. Gilmore Girls

2. The OC

3. Veronica Mars

4. Rome

5. Life on Mars

6. The 4400

7. Alias

8. Reunion

9. Friends

10. Party of five

Ah, e tô pra assistir The Sopranos, que dizem ser ótima.

Queridos amigos

Por Aline Sieiro em 28/02/2008 00:21

Se toda novela ou série do Brasil tivesse a qualidade que estou apreciando em Queridos Amigos, eu ia me ferrar, porque ia quere ver televisão o tempo todo. E olha que já quero, pra quem tem perfil no Organgotag.com pode ver lá o meu vicio por séries e afins.

Mas, falando de Queridos Amigos, tudo cai bem. O tema, já que sou facinada pelos anos oitenta e por toda aquela juventude do tempo da ditadura. A escolha dos atores não poderia ter sido melhor, gente de primeiro naipe com papéis também muito bem escritos, desenvolvidos e trabalhados.

Devo confessar que a personagem que mais me chama atenção é do da Denise Fraga. Bia, astróloga, sofre tentando ano após ano, esquecer os sofrimentos da tortura que sofreu na época em que foi presa política. O que me chama atenção, primeiro é a atuação da Denise, que passou muito tempo fazendo comédia, e hoje encarna este papel dramático como ninguém. Quando ela aparece, podemos captar no seu olhar o sofrer da Bia, e por uns minutos esquecemos que ela é Denise, e não Bia. Em segundo lugar, a personagem é profunda pois mostra a densidade do sofrimento de alguém que se sente capturada por um momento e simplesmente não consegue seguir em frente. Um sofrimento melancólico que assombra tudo que ela possa tentar fazer para seguir em frente. Nada é capaz de faze-la superar o horror das lembranças e dos fantasmas dos tempos terríveis que passou.

A melancolia resultada de um trauma é uma das piores coisas pra se cuidar e tratar em análise. Tive a oportunidade de ter um caso deste naipe, e digo que, em frente a tamanha dor, que nunca passa, nao importa o tempo, fica dificil criar perspectivas e tirar o sujeito desse lugar de dor, desse momento em que se encontra paralisado, como se o mundo não continuasse a girar. É dificil porque, para essas pessoas, o contato com o horror nunca é superado, ele se transforma em melancolia, e muda a forma como o sujeito olha a si mesmo o mundo. Este passa a viver pela perspectiva do horror vivido, e a vida passa a ser só a espera da morte. O sujeito passa a criar coisas pra fazer e se distrair, para esquecer, pelo menos por alguns minutos o que viveu, esperando que a vida passe logo. São pessoas que tentam de tudo, em busca de respostas, porque no fundo nunca entendem o porque tiveram que sofrer tanto. E, como geralmente esse tipo de sofrimento não tem mesmo explicação, pois costumam ser fatalidades, as respostas nunca aparecem, e a pessoa vive na busca de uma luz no fim do tunel, luz essa que nunca chega pra eles.

Mudando de personagem, outro que gosto muito é o Beny, feito por Guilherme Weber. Sempre que pensava nesse ator, só lembrava de papéis bostas que ele tinha feito. Esse, estou tirando o chapeu. Ele está fazendo um gay com uma atuação bem sutil, que aos poucos vai se mostrando mais, sem cair nos estereotipos usuais. Não dá pra sentir raiva das coisas que ele diz, só pena, pena da dor que ele deve sentir pra ser tão amargo.

Eu ficaria aqui mais algumas horas falando dos outros personagens que também me encantam, mas fica aqui a deixa para que vocês fiquem acordados amanha para assistir um pouco.

Categorias: Seriados, TV 1 Comentário

Nós e os mistérios

Por Aline Sieiro em 26/02/2008 16:28

Por que gostamos tanto de um mistério? Me perguntei isso pensando em Lost, a febre dos ultimos anos. E quando temos algumas respostas, em grande maioria, não ficamos satisfeitos com elas.

Os mistérios despertam em nós a imaginação e criatividade. Então é natural que a decepção aconteça quando a resolução do mistério não vai conforme nossas expectativas. Só costumamos gostar da solução quando esta ultrapassa qualquer idéia que já possamos ter tido.

O grande mistério da vida humana é a morte. Dessa, não sabemos como é, o que é, e o que acontece quando vem. Não é a toa que os filmes acerca desta assunto fazem sucesso. Uma variante são os que tratam sobre sumiço, desaparecimento, que é o caso de Lost. Ninguém sabe da onde vieram e nem pra onde vão. O não saber do mistério nos instiga, e nos afronta. Somos narcisicos, e achamos que, por sermos os mais inteligentes dos animais, devemos saber tudo sempre. E os mistérios vem pra nos mostrar o quanto não somos assim tão poderosos, e também para nos colocar de frente com nossos limites.

Qual o mistério da vida? Qual o mistério da morte? De onde vim e pra onde vou? Então, na ausencia de resposta e na inquietação que isso nos traz, melhor pensar em Lost.

Meus favoritos do top 24

Por Aline Sieiro em 14/02/2008 14:15

Categorias: Seriados, TV 2 Comentários

Nunca vou me esquecer dessa audição

Por Aline Sieiro em 14/02/2008 13:57

Skins

Por Aline Sieiro em 25/01/2008 20:12

Eu já tinha me esquecido como essa série é boa demais. Você gostava de Dawason’s creek? The OC? Ficam no chinelo. Skins é a série adolescente que não é adolescente e que fala da realidade atual. É assim que é ser jovem hoje, de verdade. É louco, apaixonante. Fevereiro começa segunda temporada!

Assistam, de verdade.

Wiki: Skins é um drama inglês, do canal de tv Channel 4 que conta a história de um grupo de amigos entre 16 e 18 anos, que vivem em Bristol. O grupo inclui Tony, um atraente e popular garoto, sua namorada Michelle, um garoto muçulmano chamado Anwar, um jovem gay (Maxxie), Cassie, uma garota com transtornos alimentares, Sid, um garoto desesperado para perder sua virgindade, Jal, uma garota inteligente e privilegiada, mas com problemas familiares & Effy, uma garota drogada e bêbada, que é irmã de Tony. A série teve sua primeira temporada concluída com 9 episódios. E terá sua segunda temporada exibida no Reino Unido no dia 14 de Fevereiro de 2008, que só terá 10 episódios. A série já foi considerada “A Febre Teen do Momento” pela Revista Capricho. O jornalista Luíz Ribeiro disse à Revista que “Skins faz Malhação, da Rede Globo, parecer novela para crianças de 7 anos”. No Brasil a série é exibida no canal pago HBO Plus, Terça-Feira às 22h00. Porém a segunda temporada vai demorar à ser exibida por aqui, por isso a maioria que assiste baixa da internet. A sua cominidade no Orkut após a reportagem na Revista, aumentou absurdamente o número de membros.

Site oficial: http://www.e4.com/skins/

Californication – !!

Por Aline Sieiro em 14/09/2007 15:58

“-LOL.
-O quê?O que você disse agora?
-LOL. “Laugh Out Loud”.(“Morrendo de Rir”)
-Isso faz parte do seu dicionário?LOL?
-Não faz parte do seu também?Você escreve pro ciberespaço.
-Lá se foi minha ereção.Diga adeus.
-Qual seu problema com LOL?
-Não tenho problema, a não serque perceba…que toda vez que repete contribuipra a morte da língua inglesa.
-Deixe-me ver se entendi…Você vai deixar que o fatode eu ter dito LOLimpedir que eu te dê o melhor”BQ” da sua vida?
-Não quando você diz assim.”

(…)

-Com sinceridade, seu blog praHell-A Magazine…Estácausando muitoscomentários.
– É ótimo.- Obrigado.Mas é…É mais um monte de merda. Sabe, coisas me irritame eu descarrego. Escrevo tudo.
-Qual sua última obsessão?
-O fato de as pessoasestarem ficando mais burras.Sabe, temos toda essa tecnologia…e os computadores tornaram-semáquinas de masturbação.A internet era pra nos libertar,democratizar… mas só nos deu a canditaturaabortada de Howard Dean… e acesso 24h a pornografia infantil. As pessoas não escrevem mais,fazem blogs. Em vez de conversar, teclam. Sem pontuação, sem gramática,”LOL”, “LMFAO”… Parece-me um montede gente burra… que acham que se comunicamcom mais um monte de burros… numa língua que parece a dascavernas do que do inglês real.
– Mas você é parte do problema.Está lá blogando com todos.
– Ou seja, meu auto-ódio.”