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Psicanálise e Psicose Infantil a partir do filme “A viagem de Chihiro”

Por Aline Sieiro em 10/12/2011 13:34


Como estudar psicanálise? Essa pergunta aparece e reaparece constantemente nos corredores da Universidade e aqui no meu blog. Me lembro sempre de um professor que, a respeito dos Seminários de Lacan, dizia que fazia pouca diferença por onde começar os estudos já que a entrada seria sempre abrupta. Outro dia, pensando sobre a estruturação de um Grupo de Estudos em Psicanálise, eu tentava decidir quais textos freudianos utilizar, e, ao pedir opinião de um outro professor, escutei a mesma frase sendo dita: “Pouco importa por onde começar, sempre haverá muito que se dizer e a entrada sempre será a partir de um corte.”

Em psicanálise você não estuda e aprende: você estuda, pensa, questiona e transmite. E o que se transmite? Segundo Lacan, algo de um saber não sabido. Se retomamos a idéia de inconsciente estruturado como uma linguagem que é não-toda, ou seja, a partir do Real, sempre haverá algo de  inominável. O real não se diz, mas algo produz um efeito que tentamos nomear a partir do simbólico.

Com essa breve introdução, apresento o Seminário desenvolvido pelos meus alunos da disciplina de Psicopatologia II, que aconteceu no curso de Graduação em Psicologia na Universidade Federal de Uberlândia. Germano Almeida, Caroline Mazzutti e Nayara Santana apresentam o seminário, com a colaboração de Jordhan Coeli e Sarah Rodrigues.

O seminário está dividido em dois vídeos. Todas as referências são apresentadas ao final do segundo vídeo. Recomendamos que vocês assistam primeiro o filme “A viagem de Chihiro”, já que oferecemos aqui algumas considerações a partir do filme.

Parte 1

 

Parte 2

De tanto bater meu coração parou

Por Aline Sieiro em 25/09/2011 01:09

Filme: De tanto bater meu coração parou

Debatedoras: Aline Sieiro e Carla Tavares

Esse é o audio do nossa fala no evento do GELP/UFU de 2011. Espero que gostem!

 

Filmes que tratam de deficiência

Por Aline Sieiro em 29/11/2010 23:59

Sugestões de filmes e documentários com temáticas da Educação Especial e da Inclusão.*

As atividades com filmes tem sido uma das estratégias utilizadas em cursos de formação profissional, assim como um meio de sensibilizar as pessoas quanto a questões voltadas para a deficiência e a inclusão. Neste sentido, estamos disponibilizando uma lista de filmes com uma pequena sinopse como sugestão. Não deixe de sugerir a amigos e profissionais da área, assim estaremos ajudando, de alguma forma, a sensibilizar as pessoas quanto a questões voltadas para temas ligados à diferença/diversidade humana.

Nos ajude a aumentar essa lista com novas sugestões.

1. Aforçadeumcampeão-umjovemdeumafamíliaproblemáticaqueencontroua força interior para se tornar um campeão.

2. A filha da luz – associação entre autismo de uma criança de seis anos com poderes extraordinários gera o seu envolvimento com uma seita religiosa.

3. A história de Carrie Buck – garota com deficiência mental fica grávida e é indicada pela instituição para ser esterilizada.

4. A história de Ryan White – adolescente, portador do vírus HIV, enfrenta dificuldades advindas da sua condição e das interações sociais.

5. Além dos meus olhos – aborda percepções e sentimentos de deficientes visuais. 6. Almas gêmeas – amizade entre duas garotas envolve a fusão e dificuldades de limites.

7. A música e o silêncio – uma jovem é a ponte de comunicação entre os pais surdos e o mundo exterior, em uma pequena cidade do Sul da Alemanha.

8. Ao mestre com carinho – alunos com problemas de aprendizagem se transformam a partir de uma abordagem pedagógica diferenciada.

9. À primeira vista – homem adulto cego recupera a visão após intervenção cirúrgica e precisa aprender a “ver” ou interpretar os estímulos que passa a perceber.

10.A prova – relata experiências e percepções de um homem adulto cego.

11.Asas da liberdade – interação entre adultos jovens com problemas de comportamento e seus familiares.

12.À sombra do piano – mostra a relação problemática de uma mãe, frustrada pela impossibilidade de seguir a carreira artística, com suas filhas, sendo uma delas autista; esboço da diferença entre um possível tratamento hospitalar e a relação familiar com a jovem autista.

13.Borboleta de Zargosk (Série “Os transformadores”) – documentário veiculado pela TV Cultura sobre a escola russa para crianças com deficiências múltiplas, fundamentada nos pressupostos da Psicologia de Vygotsky (produzido pela BBC, Londres, 1989).

14.Cegos, surdos e loucos – um homem surdo que é dono de uma banca de jornal e seu empregado, que é cego, se metem em apuros após uma tentativa de assassinato ocorrer perto do local em que trabalham.

15.Código para o inferno – um garoto autista de nove anos consegue decifrar códigos secretos de uma instituição de segurança que procura eliminá-lo.

16.Conrack – desafios e desempenho de um professor em uma comunidade distanciada da cultura urbana e letrada, com alunos considerados “problemas”.

17.Dominick e Eugene – trata do relacionamento entre dois irmãos e dos estereótipos sobre a deficiência mental.

18.Encontrando Forrester – relacionamento de um jovem com seu ídolo esportivo, que teve impacto marcante em sua história de vida (EUA, 2000).

19.Experimentando a vida – aos 28 anos Molly, que é autista, volta a viver com seu atarefado irmão, após deixar a instituição onde morava. A relação entre os dois é difícil, até que Molly aceita submeter-se a um tratamento revolucionário.

20.Feliz Ano Velho – caso de deficiência física adquirida em que são externadas as percepções mais subjetivas de seu portador. Enfoca a superação da negação e da depressão, causadas pela perda de mobilidade e da autonomia do paraplégico.

21.Filhos do Silencio – apresentação de comportamentos, interações e possibilidades de adultos com deficiência auditiva.

22.Forest Gump – homem relata sua história, levando-nos a questionar a deficiência mental.

23.Gênio indomável – rapaz com bom desempenho em matemática enfrenta adversidades e busca organizar sua vida.

24.Gilbert Grape – aprendiz de sonhador – rapaz cuida do irmão com deficiência mental. O filme mostra algumas dificuldades dos familiares e da pessoa com deficiência mental.

25.Janelas da Alma – documentário brasileiro com depoimentos de portadores de deficiências visuais.26.Johnny vai à guerra – sensações e pensamentos de um jovem mutilado pela guerra, que se encontra hospitalizado, sem ver, ouvir, falar u se mover.

27.Lágrimas do silêncio – relata um caso de deficiência auditiva adquirida em uma jovem atriz de teatro.

28.Loucos de amor – um jovem com uma espécie de autismo se apaixona por uma mulher que tem o mesmo problema e que freqüenta seu grupo de ajuda. Ele gosta e precisa seguir um padrão em sua vida, para que possa levá-la de forma normal. Entretanto ao conhecer Isabelle em seu grupo de ajuda tudo muda em sua vida, por estar apaixonado por ela.

29.Mentes perigosas – alunos de gueto americano, estigmatizados pelo racismo e com condutas hostis e agressivas, encontram formas diferenciadas de interação com uma professora de literatura.

30.Mentes que brilham – garoto com talentos especiais e excelente desempenho escolar vai para a universidade e convive com adultos, vivenciando conflitos.

31.Meu filho meu mundo – comovente e delicada história de um casal que luta para tratar de seu filho autista, apesar dos diagnósticos médicos desfavoráveis.

32.Meu mestre, minha vida – escola envolvida com violência, tráfico de drogas e racismo passa a ser o desafio de um novo diretor.

33.Meu nome é rádio – história verídica de um jovem americano com deficiência mental que se tornou famoso no mundo dos esportes; ênfase nos relacionamentos interpessoais e nas mediações de seus instrutores.

34.Meu pé esquerdo – caso de paralisia cerebral em que o portador de necessidades especiais se torna uma figura central na estrutura familiar. Enfoca interações familiares e sociais, além de atendimentos especializados pelos quais passa o sujeito.

35.Mr. Holland, adorável professor – músico torna-se professor e, posteriormente, pai de um garoto surdo. Mostra as dificuldades de comunicação entre um pai ouvinte e um filho surdo.

36.Nascido em 4 de julho – soldado retorna paralítico da Guerra do Vietnã. Questionamento da guerra.

37.NELL – isolamento social: jovem, encontrada vivendo afastada da cidade, tem comportamentos inesperados após interações sociais.

38.O amor é cego – visão cômica sobre os valores sociais e as dificuldades com as diferenças.

39.O encantador de cavalos – adolescente sofre uma amputação após acidente e procura retornar as atividades por meio da equitação.

40.O enigma de Kaspar Hause – trata do isolamento social e da falta de construção de funções básicas do sujeito, com ênfase nas relações entre linguagem e pensamento. Baseado em relato histórico do preceptor de Kaspar Hause, de 1832, na Alemanha.

41.O filho da noiva – relações familiares em torno de uma mulher com problemas de memória.

42.O milagre de Anne Sullivan – história de Helen Keller, caso real de jovem com deficiências múltiplas, e sua interação com a educadora Anne Sullivan.

43.O oitavo dia – mostra a sensibilidade e a afetividade de um jovem com síndrome de Down e as alterações que as suas capacidades provocam nos outros.

44.O óleo de Lorenzo – pais procuram descobrir acura para seu filho, portador de uma doença rara: a adrenoleucodistrofia (ADN).

45.Os segredos de Adam – garoto autista apresenta comportamentos intrigantes.

46.Os melhores dias de nossas vidas – Rory é um jovem rebelde, bem humorado, que fala o que pensa, não liga para as convenções sociais, nem para nada, nem para ninguém. Seu oposto é Michael, que sempre levou uma vida completamente sem graça e enfadonha. Estas duas pessoas tão diferentes têm em comum a deficiência. Rory é tetraplégico e Michael tem paralisia cerebral. Descontentes com as “regras da vida”, estes dois amigos inusitados planejam deixar a instituição onde estão internados com a ajuda de Siobhan para que eles finalmente atinjam seus objetivos: viver a vida em toda a sua intensidade.

47.Os pais dos surdos – a que se assemelha o mundo para milhões de pessoas que, desde seu nascimento, vivem no silêncio? O filme nos faz penetrar e descobrir esse país longínquo, reinado pelos sistemas de comunicação específicos, onde tudo passa pelo olhar e pelo toque.

48.Perfume de mulher – apresentação de comportamentos e possibilidades de adulto com deficiência visual.

49.Ray Man – exposição dos comportamentos e possibilidades de um adulto com a síndrome do autismo.

50.Meu filho, meu mundo – intervenções intuitivas de uma mãe, a partir de seu relacionamento com o filho autista.

51.Sempre amigos – pessoas muito diferentes que descobrem possibilidades de boa interação.

52.Shine – brilhante – um jovem talentoso na música precisa enfrentar o pai dominador e seus próprios problemas psicológicos em busca da perfeição.

53.Simples como amar – uma garota com problemas mentais arranja um namorado. O relacionamento é desaprovado por sua mãe protetora, o que faz com que a garota queira cada vez mais liberdade em sua vida.54.Stanley e Ìris – homem adulto enfrenta dificuldades por ser analfabeto.

55.Tempo de despertar – médico se envolve se envolve na investigação de uma doença (encefalite), que altera o comportamento dos sujeitos, e se dedica ao acompanhamento experimental de intervenções terapêuticas. Baseado na obra do neurologista Oliver Sacks.

56.Tortura silenciosa – uma professora de educação física surda não percebe quando um de seus alunos esconde uma moeda, rara e roubada, em sua bolsa. Logo depois, o rapaz morre na explosão de seu carro e um policial corrupto (Sheen), que sabia do roubo, começa a persegui-la, tentando reaver a moeda. Desesperada, a professora pede a ajuda a um amigo do aluno morto, que passa a protegê-la e decide denunciar o caso ao F.B.I.

57.Uma janela para o céu I e II – baseado na história real de Jill Kinmont, trata-se de história passada em 1955, quando a jovem Jill, então com 18 anos de idade, revela-se um enorme talento para o esqui e aposta certa para vencer os Jogos Olímpicos de Inverno de 1956. Mas acontece uma fatalidade: Jill por pouco não perde a vida após uma queda brutal na neve, mas fica paralisada do pescoço para baixo. Ainda que esteja impedida de praticar esportes para sempre, Jill agora tem uma outra batalha: viver e conviver com sua deficiência. Para isso ela vai contar com a ajuda de amigos, dos pais e parentes.

58.Uma lição de amor – homem com deficiência mental luta na justiça pela guarda da filha.

59.Uma mente brilhante – homem com excelente desempenho em matemática apresenta problemas mentais.

60.Mar adentro – Ramón era um mecânico de barcos que aos 20 anos já dava a volta ao mundo e aos 26, num mergulho em águas rasas, tornou-se tetraplégico e instalou-se para sempre numa cama, entre as quatro paredes torturantes de seu quarto. Luta na justiça para legalizar a eutanásia e finalmente poder “morrer com dignidade”.

* Material elaborado por Sônia Bertoni em dezembro de 2009.

The Wave – A Onda

Por Aline Sieiro em 30/06/2010 16:22

Leia mais sobre a versão nova do filme numa ótima crítica aqui.

Aqui a versão antiga do filme. Ele tem apenas 60 minutos, e está disponível no youtube completo.

Bom para tratar temas como condicionamento em massa, sociedade e pensamento crítico, e por ai vai…

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

A casa dos mortos

Por Aline Sieiro em 08/09/2009 15:13

Assisti esse vídeo pelo blog Psicologia dos Psicólogos, e me sinto na obrigação de passar adiante.

O Filme

Bubu é um poeta com doze internações em manicômios judiciários. Ele desafia o sentido dos hospitais-presídios, instituições híbridas que sentenciam a loucura à prisão perpétua. O poema A Casa dos Mortos foi escrito durante as filmagens do documentário e desvelou as mortes esquecidas dos manicômios judiciários. São três histórias em três atos de morte. Jaime, Antônio e Almerindo são homens anônimos, considerados perigosos para a vida social, cujo castigo será a tragédia do suicídio, o ciclo interminável de internações, ou a sobrevivência em prisão perpétua nas casas dos mortos. Bubu é o narrador de sua própria vida, mas também de seu destino de morte.

O destino está escrito?

Por Aline Sieiro em 01/09/2009 20:13

O destino é um dos temas centrais do filme Slumdog Millionaire. Nele, desenvolve-se a idéia de que estamos marcados por um destino, que guia nos ações baseado em um futuro que já está escrito, predestinado. Tudo que “escolhemos” fazer, na verdade não seriam escolhas, seriam, na verdade, seguir o caminho do destino que está traçado para nós.

Em Lost, na última temporada que foi ao ar, fica a grande questão: será possível mudar o futuro, ou tudo que os personagens decidem fazer de formas diferentes, na verdade seria fazer exatamente o que está previsto?

No dia-a-dia na clínica, somos apresentados a questão do destino diversas vezes: será que os sujeitos que recebemos no consultório estão destinados a ser sempre errantes, sempre prisioneiros de seus sintomas, ou podem mudar? Existe mudança, ou estamos trilhando um caminho já marcado, traçado pelas nossas decisões e experiências passadas?

Quanto mais abordamos a questão do destino, menos respostas temos, mas temos muitas perguntas. E isso é bom, ter perguntas mostra que estamos caminhando. Mas uma questão muito defendida pela psicanálise é que somos sujeitos de nossa vida. Isso quer dizer que somos capazes de decidir o que fazer de nossa vida e de nós mesmos. Dessa forma, não existiria um futuro já traçado e pré-definido, e mesmo se aparentemente houvesse, nós poderíamos mudá-lo sempre que acharmos necessário. A verdade é que, na prática, as coisas acabam não funcionando desse jeito. Mas, na maioria das vezes não é por causa de um destino, e sim porque é muito difícil mudar. É mais fácil acreditar que nossa vida toma um rumo porque está escrito, do que admitir que tomamos uma decisão que foi errônea, e não tivemos coragem de mudar.

Perceber que estamos caminhando em direção a uma vida que não nos agrada  e mudar não é nada simples. Pede uma reestruturação interna grande, pede uma avaliação de nossos desejos, de quem somos, para onde vamos e o que queremos. Pede uma apropriação da vida, onde somos os únicos culpados pelos erros que cometemos e continuamos cometendo. E vamos dizer que esse é um peso que nem todo mundo gosta de carregar nas costas.

Claro que a gente pode dizer que tudo está traçado, e que a vida dá “sinais” disso o tempo todo. Podemos acreditar que tudo está nas mão de Deus, que os erros são culpa de nossos pais, ou da falta deles, enfim, motivos para justificar uma vida que caminha aparentemente por si só, temos muitos. Mas, e se exercitássemos a responsabilização? Se todo dia, a cada escolha, a cada erro, e a cada vitória, pensássemos qual a nossa responsabilidade em tudo isso, e o que estamos fazendo para que as coisas continuem exatamente da mesma forma, ou com mudanças? Será que somos escravos de um destino, de uma vida onde não somos sujeitos ativos, no qual podemos ser donos de nossas escolhas? Será mesmo?

Síndrome de Tourette

Por Aline Sieiro em 19/08/2009 17:02

Ainda falando do filme Phoebe in Wonderland, afinal o que ela tem é ST, aqui vão uns links muito bacanas sobre o assunto, pra quem quiser saber mais:

Aqui tem um artigo muito completo sobre o que é a ST, e abaixo um trailer de um documentário bacana sobre o assunto.

 

Phoebe in Wonderland

Por Aline Sieiro em 19/08/2009 16:56

Phoebe in Wonderland é um filme daqueles de pega a gente pelo pé. Você pensa que vai assistir um filme simples, e se impressiona com a multiplicidade e complexidade dos assuntos abordados de uma só vez.

O filme conta a história de uma menina diferente, e como o modo de ser dela toca cada uma das pessoas a sua volta: seus pais, sua irmã, seus amigos e professores na escola. Dizer isso é simplificar demais o que está por traz do filme. No fundo, o filme fala do complexo de édipo. Fala da dificuldade dos pais em lidar com a castração, com a educação dos filhos, e como lidar com a relação de casal. Fala também de educação, da dificuldade em inserir as pessoas diferentes no meio social e escolar.

Enquanto uma mãe e um pai tentam desesperadamente entender porque sua filha é diferente, e que culpa eles tem nisso, também tentam ajudá-la na sua interação escolar, e tentam resolver as questões de casal entre eles. Assistam!

 

 

…

“ – BEM-VINDOS

– A próxima regra é: "’Jenny Bom Trabalho’ faz perguntas só quando for a hora de fazer perguntas".

– Como saberemos quando é a hora de fazer perguntas?

– O que acabei de dizer sobre fazer perguntas?

– Mas…

– Pode perguntar quando puder fazer perguntas quando for a hora de fazer perguntas.

– Hein?

– Nessa sala de aula, temos algumas regras. São as mesmas regras que tivemos ano passado.

– Isso é uma pergunta?

– Turma, qual é a regra sobre fazer perguntas?

– O que sabemos sobre ‘Jenny Bom Trabalho’?

– Ela merece uma morte lenta e dolorosa.”

…

 

“ – Se você quiser voltar ao trabalho, posso terminar aqui. Quanto ao que eu disse… No jantar.

– Não temos conversado, não de verdade.

– Me desculpe.

– Converse com ela.

– Eu conversei. E tenho conversado, e ela diz que está bem, mas eu não acho.

– O que você disse, aquelas palavras…

– Eu sei.

– Não quer conversar comigo agora.

– Peter, eu estou irritada, muito irritada.

– Entendo.

– É, estou irritada por você ter dito aquilo. Estou irritada porque você a magoou. Deus, eu só… Estou irritada porque eu queria que ela fosse diferente, e estou irritada porque ela é diferente. Estou irritada porque ela age daquele jeito, porque ela é infeliz, e eu sei porque ela é infeliz e eu não consigo fazê-la feliz, mas aquela professora
esquisita consegue.  E estou irritada por me culpar do jeito que ela age. Estou irritada porque penso em mães apenas como mães, e estou irritada por me importar se sou uma boa mãe. Estou irritada porque quando você disse aquilo para ela, eu sei que você estava certo. Eu não agüentaria outra como ela. Estou irritada porque não estou escrevendo, e estou irritada porque um dia terei 70 anos e só terei minhas filhas porque eu não terei mais nada porque eu não fiz nada importante. E estou irritada porque,
às vezes… não tenho medo de nada disso porque as minhas filhas me mantêm viva. Elas me mantêm viva.”

…

 

“ – Pensei que eu pudesse ajudá-la. Pensei que era eu, porque… Eu… não… Por favor, me deixe terminar, por favor. Porque eu me aborreço com elas… e fico com raiva, com tanta raiva, que tenho vontade de sacudi-las.

– E você acha que é a única mãe que se sente dessa forma? Nada disso é culpa sua. Mas por que você não me disse?

– Porque eu não queria que ela fosse…

– O quê?

– Inferior.”

Filmes de férias

Por Aline Sieiro em 04/08/2008 15:51

Charlie Bartlett é um filme que parece bobo, mas tem muitas cenas ótimas e acaba sendo um filme muito interessante! Conta a história de Charlie, um garoto que se coloca como psiquiatra da escola, prescrevendo remédios aos amigos e fazendo sessões de escuta no banheiro da escola.

http://www.cinepop.com.br/filmes/charliebart.htm

chalier

Savage Grace, esse filme foi um choque pra mim, e acho que pra muita gente.  Dizem que as pessoas começam a sair das salas de cinema no meio do filme, e eu mesma parei de assitir o filme no meio, e só continuei no dia seguinte. O filme conta uma história real de uma familia desestruturada, que está cercada de sexualidade, incesto e homossexualidade. E se você pensa que são cenas só de provocação, pense melhor, porque o incesto de fato ocorre!!! Chocante, e muito bom!

http://www.omelete.com.br/cine/100009070/Savage_Grace___Mostra_Internacional_de_Cinema_de_Sao_Paulo.aspx

savage_grace

Categorias: Cinema 1 Comentário

Funny Games – Violência Gratuita

Por Aline Sieiro em 04/06/2008 16:26

Estou passando por aqui rapidamente só pra falar de um filme sensacional que eu assisti ontem a noite. Funny Games US, http://www.imdb.com/title/tt0808279/ do diretor Michael Haneke, é uma refilmagem de um filme dele mesmo, Funny Games, de 1997. Esse mesmo diretor fez também o filme Caché, outro filme muito bom. Violência Gratuita, (http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=19243) fala de dois rapazes, psicopatas, que pegam familias como reféns de seus planos mais sórdidos. Se eu falar mais estraga.

O filme é pesado, apesar de não ter cenas de violências, a violência e o suspense ficam no ar do filme o tempo todo. E pra quem gosta de histórias de psicopatas, essa é uma ótima história. E acho um ótimo gancho para discutir a diferença entre Psicóticos e Psicopatas, pois os dois não são a mesma coisa, apesar de haver uma certa confusão com as definições de cada um deles. Não estou com tempo para desenvolver essa discussão agora, em um próximo post o farei, mas já fica aqui escrito que, para a Psicanálise, os Psicopatas estariam mais próximos das estruturas Perversas do que das estruturas Psicóticas. O psicopata tem um transtorno de personalidade que o impede de ser sensível ao outro. Assim, pode cometer crimes e até matar sem demonstrar emoção sobre isso, e, durante os atos, está consciente do que faz.

Bom, fica aqui o trailer do filme e também um link de um texto muito interessante sobre a psicopatia. http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/o_que_e_um_psicopata__imprimir.html

E pra quem quer saber mais, leia também o livro Psicopatia – Sidney Kiyoshi Shine

PS: E, não, psicopatas não só são pessoas extremamente violentas e loucas, filmes como “O Talentoso Ripley” já mostraram que eles podem ser bem discretos e contidos, vivem entre nós e nem sabemos.