Associação Livre
Arquivo para o Mês: April 2010
Podcast Episódio 03 – Pesquisa Narrativa
Eu e a Prof. Dilma Mello conversamos sobre Pesquisa Narrativa, e comentamos um pouco as semelhanças com as noções de Subjetividade e Psicanálise. Falamos um pouco também sobre formação de professores.
Narrative Inquiry – Clandinin & Connelly
Indignação do dia
Acabei de ler isso, e não pude deixar de responder. As pessoas precisam ser um pouco mais profundas em suas supostas análises críticas.
Minha pequena resposta:
Pra criticar, é preciso saber muito do que se critica, porque senão corre-se o risco de falar muita bobagem em relação ao assunto. Bobagens escondidas em forma de uma suposta crítica.
Leia “Em defesa da Psicanálise – E. Roudinesco” e saiba porque os dois livros passaram longe de criticar a psicanálise, e sim criar um movimento anti-piscanálise. E querer falar de como a Psicanálise não está presente nos currículos no Estados Unidos, é querer insinuar que os Estados Unidos é determinante cultural e educacional para o resto do mundo, é no mínimo pequeno demais, pra não dizer irreal. Os Estados Unidos sempre foi modelo para tecnologia e farmacologia, mas o mesmo não se diz para a área da Educação. Não só no Brasil, mas em toda Europa e Canadá, entre outras, essas sim referência na Educação, continuam estudando a psicanálise, e seus efeitos continuam ecoando.
É triste perceber que ainda existem pessoas que acreditam na existência de uma verdade absoluta, que pode ser mensurada e provada por testes e experimentações. Não é a toa que o mundo farmacológico “cresce” criando pílulas para doenças que nem existem. Afinal, em tempos de capitalismo (modelo vendido pelos EUA), tudo se resume a produto e resultado, e para isso temos que tirar o direito do sujeito a ter “um inconsciente, pois precisa virar escravo de seus neurônios e de sua cognição, perdendo sua posição de sujeito e as possibilidades de escolha. É sempre viver anestesiado por remédios” (Roudinesco, 2010)
E, para esclarecer, a Psicanálise não quer e nunca quis ser essa ciência experimental e positivista. E as pessoas ainda se aproveitam da transparência de Freud nos seus trabalhos para recortar somente o que interessa para fazer parecer que as pesquisas nunca tiveram metodologia. Como eu falei logo no começo, até pra criticar precisamos entender um pouco do que estamos falando.
Podcast Edição Especial – Palestra Educação e Sexualidade
Esta semana ministrei uma palestra na Universidade Federal de Uberlândia, a convite do PET-Letras. Essa palestra foi gravada, e agora disponibilizo ela para todos que tiverem interesse no tema.
Abaixo colocarei os links de vídeos e textos que foram comentados durante a palestra, para que vocês possam acompanhar a discussão. Quem estava na palestra, e tiver interesse no apresentação em Power Point, me envie um email, ou deixe um comentário com seu email, que enviarei assim que possível.
Na palestra, com o título “Sexualidade na Sala de Aula: para além de um currículo biologizante”, discuti a noção de sexualidade, com base teórica da Psicanálise, e como podemos abordar o tema dentro de um meio escolar/acadêmico. Na primeira hora fiz essa introdução a noção de sexualidade proposta pela psicanálise, e como abordar o assunto de forma tranquila e cotidiana, mas também com uma proposta singular, no qual cada um é convidado a pensar e discutir suas próprias experiências com a sexualidade. No segundo momento, algumas perguntas foram feitas, e abri um diálogo com os presentes para discutí-las.
Trechos de filmes discutidos:
Me and you and everyone we know – Eu, você e todos nós
Referências de Pesquisas e Livros:
S. Freud – Três Ensaios sobre a teoria da Sexualidade
J. Lacan – Seminário 20 – Mais ainda
E. Roudinesco – Em defesa da Psicanálise
L. Garcia-Roza – Freud e o Inconsciente
N. Novena – A sexualidade na organização escolar
A. Morgado – Jovens, sexualidade e educação: homossexualidade no espaço escolar
Algumas Indicação de filmes e leitura:
Sexualidade começa na infância – Maria C. P. da Silva
Corpo, Gênero e Sexualidade: para além de educar meninos e meninas
Palestra na Universidade Federal de Uberlândia
Aconteceu hoje a palestra ministrada por mim, na UFU, sobre o tema Sexualidade na Sala de aula: para além de um currículo biologizante.
Vou publicar aqui, ainda esta semana, o material usado na palestra, bem como as indicações de bibliografia e filmes sobre o tema, que foram comentados durante a palestra.
Agradeço a presença de todos, e como comentei na palestra, o espaço aqui está aberto para continuarmos nossa conversa. (Não só para que estava presente, mas também para todos os interessados no tema.)
Clínica da Ansiedade – Atendimento Gratuito
A Clínica da Ansiedade é o resultado de um projeto clínico orientado pela psicanálise, que oferece atendimento gratuito e com duração determinada.
Orienta-se pelo princípio de que a psicanálise pode responder a diversas situações de sofrimento, ainda que não haja uma demanda e a oferta de um tratamento analítico stricto sensu. Este projeto, sustentado coletivamente por psicanalistas vinculados à Escola Brasileira de Psicanálise e ao CLIN-a, propõe um espaço de acolhimento às diversas manifestações do mal-estar na contemporaneidade e visa possibilitar uma nova relação do sujeito com seu sintoma ou sofrimento.
O atendimento é oferecido por um período de seis meses, após o qual decide-se por uma conclusão ou, no caso de outra demanda ter sido articulada, um novo tratamento.
A quem se destina: dirige-se à comunidade em geral e especialmente àqueles que não têm acesso ou que não procurariam um atendimento psicanalítico.
Acolhimento: o acolhimento inicial é realizado às segundas e quartas-feiras, no horário das 9h às 12h. Os interessados podem dirigir-se à Clínica nestes dias e horários; não é necessário agendamento prévio.
Atividades de atendimento: as atividades ocorrem em grupo e são coordenadas por psicanalistas. Este dispositivo coletivo orienta-se pelo princípio de que a psicanálise aplicada à terapêutica pode responder diferentemente de outras psicoterapias, ao visar os efeitos advindos da restituição da palavra ao sujeito e ao particular de cada um.
Horários das atividades de atendimento: 2ªs e 4ªs-feiras das 9h às 12h
Equipe de Atendimento
Angelina Harari
Alessandra Pecêgo
Christiane Carlier
Luiz Fernando Carrijo da Cunha
Milena Crastelo
Mônica Bueno de Camargo
Patrícia Badari
Rômulo Ferreira da Silva
Teresinha Meirelles
Coordenação: Patrícia Badari
Local de funcionamento:
Rua Prof. Ernest Marcus, 91
Pacaembu – São Paulo SP
CEP: 05002-000
Informações:
Secretaria do CLIN-a: 2ª a 6ª das 9:00 às 18:00
fone: (11) 3675-7689
Sexualidade na sala de aula: para além de um currículo biologizante
Sexualidade na sala de aula: para além de um currículo biologizante
Aline Accioly Sieiro
Psicóloga e Psicanalista
A sexualidade e suas manifestações sempre obedeceram a regras, rituais e cerimônias. Mas, por que algo tão essencialmente humano como a sexualidade foi interditada, impedida, normatizada e controlada? Especificamente, na organização escolar, por que as manifestações da sexualidade são percebidas de maneira perturbadora e aterrorizadora, a ponto de requererem uma intervenção através da repressão, com vistas a domesticar o desejo? Esta apresentação tem como objetivo discutir essas questões considerando sua complexidade no espaço da escola/sala de aula. Toda a discussão proposta tem como base os fundamentos da Psicanálise sobre inconsciente e desejo, conforme Freud (1905) e Lacan (1980-1985).
Dia 27 de abril, das 15 às 17h, no bloco 3 Q, sala a confirmar.
Inscrições no Pet/Letras
Universidade Federal de Uberlândia
Um outro olhar para a pedofilia
Tudo que se fala nesse momento é sobre a pedofilia e os padres da igreja católica. E eu (assim como Calligaris e Eliane Brum), ainda acho que o foco está sempre errado quando se trata to assunto.
Escutei essa semana que deviam cortar o pênis de quem era pedófilo, só assim para resolver a questão. Se engana quem pensa que isso resolveria, porque, entre tantas outras coisas, a pedofilia não está ligada ao órgão sexual.
Mas hoje li dois textos que conseguem sintetizar tudo que eu penso e sempre pensei sobre a pedofilia. Por isso compartilho aqui com vocês. E abro o espaço para discussão, já que esse assunto nunca é fácil de discutir.
O primeiro deles é do Contardo Calligaris, psicanalista. (Para ler o texto inteiro, clique no trecho abaixo)
O segundo é da jornalista Elaine Brum. (Para ler o texto inteiro, clique no trecho abaixo)
Update: Uma entrevista da Eliana Brum fez com a socióloga Regina Soares, sobre o abuso de padres com mulheres.
“Essa idéia de que o padre é imune ao desejo é muito forte. A Igreja faz a negação da sexualidade.”
Update 2: E depois de tanta bobagem que a igreja faz, tem mais. Agora eles dizem que a pedofilia é relacionada a homossexualidade. Que ótimo saber que eles só caminham pro lado errado.
