Associação Livre
Arquivo para o Mês: November 2005
Vanessa da Mata
Nossa finalmente eu escuto uma música dessa moça que eu gosto. Já faz tempo que escuto falar dela, mas até então nada me chamava atenção a não ser aquele cabelo horrível dela. Mas essa música “Ai ai ai”, é muito boa, gostosíssima de se ouvir.
Só pra constar.
Subjetividade
Hoje a subjetividade é feliz. Ela pode e tem como ser expressa de diversas maneiras. Graças a internet, todo mundo tem espaço de sobra para colocar sua subjetividade pra fora. O mundo estaria feliz então.
Mas ai vem o narcisismo. Na modernidade, não basta colocar a subjetividade pra fora, ela precisa ser elogiada, vista, elucidada. E por isso nem todo mundo é feliz.
Assim, temos bandos de fotologs, blogs, enfim, sites de expressão da subjetividade, mas as pessoas continuam isoladas e tristes nas suas casas, porque isso não basta.
Então, qual seria a solução da vida moderna? Acredito que um pouco de retorno as tradições, ou melhor, aos velhos habitos. Não a internet, e sim aos encontros na rua, aos passeios com amigos no shopping, as brincadeiras de crianças na rua, as conversas na praça com os vizinhos, e por ai vai…
Mais uma vez o capitalismo contemporâneo
As pessoas estao estão cada vez mais individualistas.Ontem eu estava andando “em familia”, tinhamos ido na farmacia para dar uma volta, fazer um exercício. Atravessando um farol, lá estava uma moça num Gol velho, bem velho, tentando fazer o carro pegar, e nada do danado dar sinal de vida. Eu demorei pelo menos cinco minutos para conseguir atrevessar, e contando que ela ja estava ali antes de eu chegar, e continuou após eu ter ido embora, contem ai o tempo que ela deve ter afogado o carro de tanto tentar fazer o bichinho pegar. Mas a cena não está completa ainda. Nesse tempo todo, passou todo o tipo de gente perto dela: homens, mulheres, crianças, policiais, enfim, um mundo de gente que podia gentilmente se oferecer para dar um empurrãozinho no carro, mas ninguém nem dava bola pra ela. Eu até me senti mal com isso, por estar com um nenem no colo e não poder ter ajudado. Eu pensei que isso podia estar acontecendo comigo, e não estaria melhor do que ela naquele aperto.
E aconteceu.
Hoje estava eu indo pra faculdade de onibus e metro. Contei o dinheiro: eu tinha exatos oito reais. Isso dava pra pegar o onibus té o metro, o metro, e o onibus até a facu, e ainda tomar um sorvete. E lá fui eu com o Vinicius no canguru. O negócio já começou a dar errado na ida. Eu tava no primeiro onibus e começou a chover. Até ai tudo bem, porque o terminal é coberto, o metro também (pensei). Mas por qual motivo nao sei, o onibus não parava no terminal. Lá vai eu correndo garoa abaixo com um pano na cabeça do Vi. No metro, tudo bem, fui chupando meu sorvete feliz e contente, até porque não tinha almoçado ainda e já era cinco horas da tarde. Mas, parece que eu fiz as contas erradas, porque chegando no metro Bresser, meu ponto final, eu só tinha em mãos R$ 1,70. Sim faltava trinta centavos. E o pior, estava o maios toró. Sim, eu podia ir apé até a facu, meia hora andanda, mas e a chuva? E eu sem guarda chuva com o Vi a tira-colo?
Bom, “mendigar” trinta centavos estava completamente fora de cogitação. A chuva parar também estava completamente fora de cogitação. Então fui andando para ver se no meio do caminho alguem gentilmente cedia seu guarda chuva velho, afinal, eu estava com uma criança nos braços. Hahahha: doce ilusão. Cheguei a ficar uns dex minutos paradas em frente a uma doceria, onde o povo olhava, perguntava, mas nada de oferecer uma ajudinha. Até que, no meio do caminho, o dono de um bar que tocava forró ofereceu ajuda, mas o que ele tinha era simplesmente um saco, tipo uma estopa, fez de um jeito que ficou do tamanho do Vi. É claro que eu aceitei, porque já estava até atrasada pro compromisso (isso porque eu sai de casa com duas horas de antecedencia).
Bom, depois dessa aventura, aprendi que da próxima vez que eu achar “uma mulher que não consegue ligar o carro” (metafóricamente) eu vou ajudar, porque tudo volta pra gente. Tudo.
É o capitalismo contemporaneo.